Sem Estrias – Tratamento para estrias

Estirão de Crescimento X Estrias

A baixa estatura é a primeira causa de visita ao médico, mas apenas 1/3 dos pacientes apresentam uma doença de base e, quando tratados antes dos 7 anos de idade, podem ter melhora acentuada na altura final.

Entre os distúrbios de crescimento, que podem ser para mais (alta estatura) ou para menos (baixa estatura), estes últimos são 40 vezes mais freqüentes. No grupo de baixas estaturas, cerca de 2/3 dos casos são normais, baixas estaturas constitucionais, familiais ou uma mistura das duas, restando 1/3 que realmente apresentam alguma doença de base como causa da baixa estatura. Tais pacientes, se tratados com baixa idade (idealmente antes dos 7 anos de idade), podem ter uma melhora acentuada de sua altura final.

Introdução

Uma das características mais importantes da biologia dos seres vivos é sua capacidade de crescer. A partir de uma única célula, os organismos aumentam seu tamanho, sua complexidade, desde a concepção até a vida adulta..

Os distúrbios do crescimento podem, evidentemente, ocorrer tanto para mais (gigantismos ou acromegalias, dependendo do estado de ossificação das cartilagens de crescimento) como para menos e, particularmente estes últimos, constituem-se na maior causa de procura ao endocrinologista pediátrico.

O médico, particularmente o pediatra e, especificamente, o endocrinologista pediátrico devem estar muito atentos para não “cair na tentação de tratar” por demanda familiar, já que muitas vezes o melhor tratamento é apenas observar, sem administração de medicamentos que possam ser prejudiciais no futuro.

Crescimento intra-uterino

O período gestacional tem importância particular na avaliação do crescimento, considerando que perdas estaturais ocorridas nesse período podem comprometer a curva de crescimento, colocando-a abaixo do seu potencial genético.

O primeiro determinante do crescimento é o fator genético, considerando que cada um de nós nasce com uma probabilidade específica e particular para crescer e todo o metabolismo conspira para permitir que a pré disposição genética seja atingida. Em situações patológicas, tanto se pode deixar de atingir esse alvo (baixas estaturas) como podemos ultrapassá-lo. No entanto, em condições normais, o alvo estatural é atingido.

O fator nutricional é de fundamental importância para o crescimento intra-uterino e aqui, devemos levar em conta não só o estado nutricional materno, mas a capacidade placentária de transferir nutrientes ao embrião e ao feto. Doenças maternas e alterações placentárias vão interferir com o aporte nutricional e, conseqüentemente, com o crescimento.

Crescimento no período pós-natal

Vários fatores atuam no crescimento pós-natal: o fator genético que atua sobre o esqueleto realizando o crescimento, intermediado por fatores permissivos, nutricionais, metabólicos e outros fatores reguladores.

O fator genético, possivelmente ligado a uma herança poligênica, atua com vários genes que se expressam em momentos diferentes e explicam diferenças raciais.

Em condições ótimas de saúde e de condições ambientais, acredita-se que o fator genético responda por 80% da altura alcançada, caindo para 60% se as condições forem adversas. Dessa forma, é possível uma razoável aproximação da altura final quando tomamos em consideração as alturas dos pais (J Argemi). Nas baixas estaturas familiares, em que os pais apresentam estaturas inferiores à média populacional, os filhos tendem a seguir os mesmos canais de crescimento. Nesses casos, a maturação óssea acompanha a idade cronológica, apontando para o fato de que não se trata de deficiência hormonal, mas de uma característica própria do crescimento dessas crianças.

Em regiões em que se atingiu um bom padrão de saúde e de condições sócio-econômicas, há muito tempo não ocorre qualquer aceleração do crescimento. Isto quer dizer que se atingiram, nessas populações, as condições ideais para que os fatores genéticos possam se expressar em toda sua plenitude.

Os fatores nutricionais continuam exercendo sua influência e, em nosso meio, a desnutrição é causa importante de baixa estatura. Os agravos de saúde que a criança pode sofrer, como doenças crônicas (hepatopatias, cardiopatias, insuficiência renal, síndromes de má absorção, imunodeficiências predispondo a infecções de repetição) interferem em última análise, na nutrição celular e impedem o crescimento adequado. Esse grupo de fatores tem um peso muito importante na etiologia da baixa estatura e sempre devem ser descartados no momento em que se procura a real etiologia de um déficit de crescimento.

A ação hormonal no crescimento pós-natal é bem mais estabelecida do que na vida intra-uterina. Agora, o GH assume importante papel no crescimento desde o primeiro dia de vida, coadjuvado pelos hormônios tireoideanos, permissivos para sua ação, bem como pelo equilíbrio hormonal global, que permite uma condição metabólica ideal para o crescimento..

Hormônios sexuais

Antes do início da puberdade, os esteróides sexuais não contribuem substancialmente ao crescimento, mas serão de extrema importância para o estirão pubertário. Em situações de puberdade precoce, a secreção de andrógenos e/ou estrógenos leva a uma aceleração do crescimento, com avanço de idade óssea e, dependendo da intensidade e da duração do processo, pode comprometer a altura final. Em pacientes que apresentam mutação do receptor estrogênico, as epífises permanecem abertas e os pacientes atingem altas estaturas, o que sugere que o hormônio envolvido no processo de maturação óssea seja o estrógeno.

Para que um adolescente tenha seu estirão, são necessários GH e hormônios sexuais. A ausência ou a insuficiência de qualquer um deles não permitirá um crescimento adequado.

Hormônios tireoideanos

Se bem que os hormônios tireoideanos não sejam fundamentais para o crescimento do feto, assumem grande importância no período pós-natal e sua deficiência pode ser acompanhada de parada de crescimento. Como o hormônio tireoideano é permissivo para o GH, em casos de deficiências de ambos, a reposição de um só não resulta em benefício estatural para o paciente.

Retardo constitucional de crescimento e maturação

Grande parte dos pacientes que nos procuram com baixa estatura apresentam atraso de idade óssea, baixa estatura proporcionada, atraso no aparecimento dos caracteres sexuais secundários, o que os coloca em “desvantagem” perante seus pares e, muitas vezes, interferem em suas atividades normais.

Principalmente os meninos são os maiores queixosos e, quando se dispõe de uma curva de crescimento anterior, verifica-se que tais crianças seguiram um canal de crescimento em percentual mais elevado até os 2 ou 3 anos, quando se nota uma parada ou uma lentidão do crescimento que, após algum tempo, volta a assumir uma velocidade anual normal.

No entanto, tais crianças caem na curva de crescimento, para um canal inferior e aí se mantêm até o estirão da puberdade, quando tenderão a retomar ao seu curso de crescimento original. Quando se analisa o crescimento dos familiares, principalmente pai e mãe, pode-se encontrar um quadro semelhante, com puberdade atrasada em um ou em ambos os genitores. Quando comparamos a altura dessas crianças com a sua idade óssea, verificamos que o seu potencial de crescimento está mantido e de acordo com a perspectiva estatural familiar.

Estirão de crescimento da adolescência X beleza

De acordo com as razões acima mencionadas, tanto a estatura acima da expectativa, como abaixo dela, frequentemente gera uma outra situação quase que simultânea, e que também afeta, principalmente o lado emocional, já que nesta fase, o adolescente apresenta um comportamento diferenciado.

Nesta fase, com o metabolismo em plena atividade hormonal, o adolescente se depara com situações pouco conhecidas do seu cotidiano: a definição das formas do corpo, fator este, que passa a ter importância singular.

Para as meninas apresentar formas arredondadas e bem definidas é sempre desejada e para isso, é investido tempo e dinheiro para, quer com a freqüência nas academias, quer com cirurgias plásticas.

No caso dos meninos, ter músculos definidos, é o objetivo principal, que geralmente acarreta grandes esforços e tempo prolongado nas academias.

Graças a estas “necessidades” dos adolescentes, surgem problemas advindos dos excesso e também do uso indiscriminado de produtos suplementares ou estimulantes.

Um dos problemas que afetam muito os adolescentes nesta fase é o surgimento das estrias, afetando diretamente e de modo determinante, a auto estima, inibindo ou estirpando o desejo de estar, ativamente, presente em eventos sociais e de laser.

No geral as estrias estão distribuídas diferentemente em meninas e meninos, a saber:

Meninas: quadris, parte lateral e frontal das coxas, nádegas, seios, costas, joelhos e panturrilhas.
Meninos: costas, abdome, braços, parte interna das coxas e joelhos.

Nesta fase, com as mudanças nas formas do corpo, torna-se necessários alguns cuidados básicos:

  • uso de cremes hidratantes específicos;
  • dieta balanceada;
  • exercícios físicos, respeitando as limitações pessoais e com orientação de profissionais habilitados;
  • ingestão de água com freqüência;
  • banhos  com água  morna tendendo à fria;
  • controle na ingestão de suplementos alimentares e estimulantes em geral;
  • controle na ingestão de bebidas alcoólicas e fumo e
  • Rotina de descanso e sono.

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